ECONOMIA ANGOLANA

Secretário de Estado aponta ciência como decisiva ao desenvolvimento socioeconómico
 

 

  Angop
Secretário de Estado para a Ciência e Tecnologia, João Sebastião Teta
Secretário de Estado para a Ciência e Tecnologia, João Sebastião Teta
 

Luanda – O secretário de Estado para a Ciência e Tecnologia, João Sebastião Teta, apontou hoje, em Luanda, a ciência, através da tecnologia, como factor decisivo para o desenvolvimento socioeconómico de Angola e a inovação, constituindo a chave para que o mesmo seja diferente e melhor.

João Teta, que falava na abertura do workshop sobre “recolha de subsídios para política nacional de ciência e tecnologia”, frisou que a ciência, a tecnologia e a inovação são na actualidade fonte de mudança necessária na sociedade angolana.

“Angola, através do seu executivo, tem investido em progressão geométrica, na criação de condições para formar, a todos os níveis, homens e mulheres capazes de assimilar e criar conhecimento indispensável para o desenvolvimento sustentável do país”, explicou.

Todo este esforço, acrescentou, deve começar a dar resultados palpáveis em termos de produção científica e desenvolvimento tecnológico, que tenham impacto no bem-estar dos cidadãos.

Para o responsável, a ciência e o seu exercício são dinâmicos, daí que a forma de organizar a actividade científica muda e deve ser adequada ao contexto social, económico e político. Sendo que a produção científica, o resultado da investigação científica, os paradigmas científicos devem ser verificáveis e aplicáveis em qualquer contesto.

De acordo com João Teta, durante os três dias de trabalho, os técnicos devem dar respostas a questões como “qual a nossa visão, ou mais precisamente, aonde pretendemos chegar, como Estado, a curto, médio e longo prazo em matéria de ciência, tecnologia e inovação”.

“Como trabalhar, como sistematizar para que a missão seja cumprida com eficácia e eficiência, assim como com quem e que contar, quando e aonde implementar os programas que dão corpo à missão e quem deve ser o responsável pela implementação de cada uma dos trabalhos predefinidos”, disse.

Para os trabalhos consta de entre vários capítulos, o relacionado com a gestão da política nacional de ciência, tecnologia e inovação.
Fazem parte deste capítulo temas relacionados com a estratégia nacional de ciência, tecnologia e inovação e o mecanismo de coordenação do sistema nacional de ciência tecnologia e inovação.
Como público-alvo, para o certame que decorre na Universidade Independente de Angola, foram convidados reitores, vice-reitores das universidades públicas e privada, directores de ministérios e instituições relacionadas com a investigação científica e desenvolvimento tecnológico, docentes e investigadores.

Ministério das Telecomunicações faz apresentação do “Livro Branco”
 

Luanda – O Ministério das Telecomunicações e Tecnologia de Informação procedeu hoje, quarta-feira, em Luanda, a última apresentação pública de recolha de opiniões sobre o Livro Branco das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
O livro branco é um instrumento que contém as orientações estratégicas para o desenvolvimento sustentável do sector das TIC em Angola e os principais eixos de actuação.
O instrumento faz menção à modernização das infra-estruturas de comunicações electrónicas, a consolidação e liberalização do mercado, ao desenvolvimento da sociedade de informação no novo milénio, bem como a construção da capacidade tecnológica nacional.
Na cerimónia de apresentação, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, afirmou que o desenvolvimento que se assiste hoje no mercado, em particular o da tecnologia móvel, é fruto das ideias e estratégias contidas no “Livro Branco”.
Por outro lado, disse que a apresentação pública não tem sido um processo fácil, mas um acto em que se procura o maior número de consenso e de contribuições.
Ainda hoje foram apresentados a Lei-quadro das TIC e da sociedade da informação, o regulamento das comunicações electrónicas e das tecnologias e dos serviços da sociedade de informação, as leis de combate a criminalidade no domínio das TIC, de protecção de dados pessoais e da privacidade da comunicações electrónicas.

No encontro, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação procedeu ao lançamento da revista “Redes”, ligada ao sector.

A elaboração da Livro Branco constitui uma orientação do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, que através da criação de uma comissão interministerial estipulou o prazo de 120 dias para que o mesmo seja apreciado pelo Assembleia Nacional.

Lei-quadro deve ajudar estruturar sector das telecomunicações, diz governante
 

Luanda – O vice-ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Aristides Safeca, afirmou hoje, em Luanda que o Governo angolano pretende estabelecer uma lei-quadro que estruture todo o sector das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

“Apesar de haver algumas opiniões divergentes, o importante é termos em linha de conta os objectivos que o Executivo angolano persegue naquilo que é a estruturação das TIC na economia nacional e como estas deverão catalizar o desenvolvimento social do país”, disse Aristides Safeca na  última apresentação pública para a recolha de opiniões sobre o “Livro Branco” do sector.

O governante explicou que os planos de acção da sociedade de informação são importantes e devem ser actualizados.

“O Governo aprovou um plano de acção a muitos anos, que tem vindo a implementar, mas é preciso que se actualize pois existem países que o fazem todos os anos. Estamos numa sociedade dinâmica e é necessário acompanhar a sua evolução”, disse.

Segundo o vice-ministro, o capital humano constitui um dos principais desafios do país e que requer a contribuição de toda a sociedade.

Luanda – O investimento no sector privado em Angola atingiu, no primeiro semestre deste ano, um bilião, 255 milhões e 233 mil dólares norte-americanos, superando os USD 450 milhões e 45 mil do período homólogo de 2009, anunciou em Luanda, o coordenador da comissão de gestão da Agência Nacional de Investimento Privado (Anip), Aguinaldo Jaime. o gestor da Anip disse que 64 porcento do valor investido é capital privado nacional e 32 porcento é de origem estrangeira e foram todos aplicados na indústria transformadora.

Disse também que os investimentos deram origem a criação de 11 mil e 608 postos de trabalho fora do sector petrolífero.
Esses dados, segundo o coordenador, revelam que os investidores privados têm sido parceiros do Governo angolano no desenvolvimento da economia, mas gostaria que os investimentos fossem também dirigidos à agricultura.
“Hoje os empresários estão a investir na indústria, deixando para atrás o sector agrícola e gostaríamos convidar-vos a investir na agricultura”, disse Aguinaldo Jaime, referindo que acabava de assinar um acordo para a reabilitação da fábrica de tecidos Textang II, que impulsionará a produção de algodão no país.
Durante o encontro, o responsável da Anip reiterou várias vezes que Angola é um país estável, aberto ao investimento estrangeiro e com condições reunidas para quem pretenda fazer negócios.
 Beijing -  O Ministro angolano da agricultura, Afonso Pedro Canga, lembrou neste fim-de-semana em Beijing que o sector agrícola nacional conheceu uma nova fase, com destaque para o contributo de nove porcento à economia do país.

O governante angolano fez esta afirmação quando intervinha no segundo painel do fórum sobre a cooperação agrícola sino-africana que decorreu em Beijing (China), de 11 a 12 de Agosto último.

“Superado o ciclo da emergência, o sector agrícola angolano conheceu uma nova fase caracterizada pela promoção da produção e por uma política de intervenção multi-sectorial que comporta a carteira de investimentos públicos estruturantes orientados para a recuperação e expansão de infra-estruturas básicas de apoio à produção” – sublinhou.

“Em Angola os sectores da agricultura e das pescas assumem uma importância significativa, não apenas pelas suas potencialidade agro-ecológicas e económicas, mas sobretudo, pela função social que desempenham no segmento da população que deles (…) depende e sobrevive” – adiantou o ministro.

Revelou que, no cômputo geral da economia angolana, o sector agrícola cresceu em 29 porcento, em 2009, atribuindo este resultado aos esforços do governo angolano que apostou no relançamento do sector agrícola e áreas afins.

Afonso Pedro Canga frisou que a aposta do governo angolano no relançamento do sector, a intensificação progressiva e efectiva da produção nacional circunscreve-se na visão estratégica do executivo angolano para o desenvolvimento sob a orientação do Presidente José Eduardo dos Santos.

Afonso Canga afirmou  que os resultados anunciados permitiram posicionar o sector produtivo angolano no epicentro da economia nacional como motor do desenvolvimento sustentável de Angola.

Para o ministro, a implementação de medidas capazes de criar condições para a atracção do investimento privado, de âmbito nacional ou estrangeiro, o fomento de culturas alimentares, através da criação de apacidades nos sub-sistemas familiares e empresarial, a promoção do acesso a recursos naturais, a difusão de novas tecnologias de produção e de mecanismos a crédito aos produtores são, entre outros, aspectos importantes, no quadro do processo de reconstrução do pais.

Para si, a promoção do comércio rural, visando a reposição dos circuitos comerciais no país, entre a cidade e o campo, a aplicação de uma política adequada de repovoamento florestal, o combate às endemias e gestão racional dos recursos disponíveis continuam a nortear as acções do sector sob a sua tutela, na senda do combate à fome, criando as condições de bem-estar dos cidadãos que passa pela criação de postos de trabalho seguros e dignificantes.

Frisou que o “Novo Modelo da Cooperação Agrícola sino-África”, em debate, constitui uma soberana oportunidade para mostrar ao mundo a capacidade de diálogo produtivo na cooperação sul-sul.

O ministro angolano da agricultura, Afonso Pedro Canga deslocou-se à República Popular da China onde participou no fórum de cooperação agrícola sino-africana, realizada em Beijing, a convite das autoridades locais.

O evento cujo objectivo foi o intercâmbio de experiências entre a República Popular da China e os países africanos, Angola, Moçambique, Zâmbia, Zimbabue, Mali, Nigéria, Sudão, Egipto, RDC, Etiópia, Tanzânia, entre outros, reafirmou a vontade dos participantes em continuar a trabalhar na promoção da cooperação sincera, na base de reciprocidade de vantagens e do desenvolvimento sustentável do continente africano.

Os países participantes reconheceram por unanimidade, em declaração final saída, o apoio multiforme do governo chinês, bem como a participação do “gigante asiático” em projectos de desenvolvimento da Africa, ratificando a sua disposição para a consolidação das relações de cooperação bilateral e multilateral na senda do desenvolvimento e do progresso socio-económico.

Os debates centraram-se em temas como inconstância e vantagens substanciais da cooperação sino-africana, novo modelo da cooperação agrícola, experiências e problemas latentes da cooperação agrícola entre a China e a África e o papel dos governos de ambos os continentes na promoção e definição da cooperação em áreas essenciais.

O vice-ministro do Departamento de Ligação Internacional do Partido Comunista chinês,  Li Jinjun, que procedeu à abertura do evento, considerou histórico o momento, augurando uma nova etapa da cooperação entre África e a República Popular da China.

Integram a delegação ministerial angolana, altos funcionários do Ministério da Agricultura, altos funcionários do Departamento das Relações Internacionais do CC do MPLA e um grupo empresarial de angolanos ligados à agricultura e da Embaixada de Angola na República Popular da China.

 

Parceria internacional Angola - Brasil de tecnologia da informação.